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  Barreira comercial na Europa obriga a modernização das empresas chinesas
 
  ( 2013/10/14 )
 
 
Com o impacto da crise financeira e a aplicação de medidas protecionistas por parte das autoridades europeias, a entrada das empresas chinesas na região é cada vez mais difícil. A situação impulsionou a modernização dos grupos chineses. Foi realizado recentemente em Shanghai um fórum para discutir as empresas chinesas e a Europa, tendo como objetivo a procura de uma solução para as barreiras que as primeiras encontram. Os participantes do encontro concordaram que uma modernização das empresas chinesas é imprescindível para abrir o mercado da Europa.

Sinceridade, respeito e confiança são os pontos que as empresas chinesas valorizam mais.

Estas palavras foram proferidas por Yang Ming, vice-diretor geral do Grupo Yingli. O Grupo Yingli atua no setor de desenvolvimento das novas energias e possui vários escritórios de representação na Europa. As investigações antidumping e antisubsídio sobre produtos fotovoltaicos chineses, desenvolvidas este ano pela União Europeia, tiveram grande impacto no grupo. Após a investigação, as encomendas do Yingli no mercado europeu diminuíram bastante.

O impacto é óbvio para a nossa empresa. As encomenda dos mercados externos diminuíram muito este ano. No ano passado a União Europeia ocupava 60% das nossas exportações. Atualmente fica nos 20%.

Mesmo com a grande relação comercial que liga a China à União Europeia, o caminho percorrido pelas empresas chinesas para entrar no mercado europeu tem sido difícil. A União Europeia levanta barreiras técnicas e outras dificuldades - tais como o abuso do recurso a investigações antimonopólio e condições rigorosas para a obtenção de vistos. Tudo isto são barreiras enfrentadas pelas empresas chinesas que queiram desenvolver os seus negócios na Europa. Ainda assim, estas dificuldades acabaram por obrigar as empresas chinesas a acelerar a sua modernização.

As investigações da UE e outras dificuldades obrigaram a nossa empresa a converter-se de um produtor de painéis fotovoltaicos num fornecedor de energia. Além disso, para manter a competitividade no mercado, a nossa empresa ainda procura manter-se na linha da frente dos avanços tecnológicos.

As leis e os costumes locais são também outros obstáculos que as empresas chinesas encontram na Europa. Isto significa que as empresas chinesas têm de se adaptar. Tong Jisheng, vice-presidente do Grupo de Construção de Shanghai, falou sobre a sua experiência. Além de aprender as técnicas avançadas da Europa, as empresas chinesas devem saber comunicar com os europeus.

Caso os chineses queiram entrar na Europa, devem saber desenvolver cooperações com os europeus, conhecer os produtos, os mercados e a forma de pensar local, compreendendo até os governos locais, caso contrário torna-se impossível atuar nesse mercado.

Ma She, vice-diretor do Departamento da Europa do Ministério do Comércio da China, disse que as empresas chinesas precisaram fortalecer a compreensão do ambiente de investimento na Europa, aprimorando a sua própria qualidade.

O sucesso do investimento na Europa é uma combinação entre o entendimento e adaptação ao ambiente de investimento europeu. A integração é difícil neste momento e exige uma aprendizagem de longo prazo.

 
 


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