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  China dá sinal verde a bancos privados para ajudar em financiamento de empresas
 
  ( 2014/07/28 )
 
 
Os primeiros bancos privados da China podem entrar em funcionamento no início de 2015. A Comissão Reguladora Bancária (CRB) chinesa aprovou na última sexta-feira (25) o estabelecimento de três bancos privados, incluindo o Webank, da gigante de internet Tencent. Especialistas interpretam a ação como um passo importante para melhorar o financiamento de empresas de pequeno e médio porte e aprimorar a estrutura financeira do país.

Patrocinados por empresas privadas na China, os três bancos terão sede em Shenzhen, Wenzhou e Tianjin. Conforme as regras da CRB, as instituições têm um prazo de seis meses de preparação e a previsão é que sejam abertas no início de 2015, antes da tradicional Festa da Primavera, que cairá em 19 de fevereiro do próximo ano.

Cinco bancos privados da China participaram do projeto piloto no país, mas só três deles receberam a autorização. A lista não inclui o Alibank, cujo patrocinador é o Alibaba, o maior operador de comércio eletrônico na China. A CRB explicou que até a última sexta-feira, a entidade não havia recebido a solicitação do Alibank. O responsável pelo projeto do banco, Yu Shengfa, afirmou que o Alibank será um banco de internet.

"Estamos trabalhando pela criação do banco. O Alibank será um banco meramente de internet e, por isso, queremos fazer preparativos mais detalhados."

O Webank, localizado na cidade de Shenzhen, tem outros dois fundadores: a Shenzhen Baiyeyuan Investment Co. e o Shenzhen Liye Group. O banco servirá principalmente a clientes individuais e pequenas e microempresas. O Chint Group e o Huafon Group são co-patrocinadores do banco em Wenzhou, cujos clientes serão as pequenas e microempresas locais, negócios de pessoas físicas e moradores, assim como clientes nas zonas rurais. O banco em Tianjin, com o Huabei Group e o Maigou (Tianjin) Group como co-fundadores, vai se envolver principalmente em serviços bancários corporativos.

Para especialistas, os bancos privados chineses não têm capacidade de concorrer diretamente com os bancos estatais. Por isso é fundamental que eles marquem suas características e aproveitem as próprias vantagens. A CRB espera que os bancos chineses desenvolvam negócios em diferentes setores e patamares. A diretora do Departamento II de Supervisão da CRB, Yang Liping, explicou:

"Encorajamos que as instituições bancárias elaborem estratégias diversificadas de desenvolvimento. Não queremos que todos os bancos se envolvam em todas as áreas financeiras."

A aprovação da fundação dos três bancos privados estimulou o setor bancário da China. Analistas assinalaram que isso pode ajudar na resolução de dificuldades de financiamento para as empresas de pequeno e médio porte. Alguns observadores também estão na expectativa do desempenho desses bancos na mudança da estrutura financeira do país. O membro da Comissão de Políticas Monetárias do Banco Popular da China, Chen Yulu, afirmou que a entrada de bancos privados é saudável:

"O mercado financeiro da China não vive concorrências suficientes atualmente. A situação resultou em monopólio e em cobrança de taxas altas demais em seus serviços. A integração de bancos privados pode ajudar para resolver este problema."

 
 


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