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  China ABC
 
  ( 2013/09/24 )
 
 
A República Popular da China, abreviadamente designada como a China, localiza-se no leste do continente asiático, na margem oeste do ocêano Pacífico. Possui uma superfície territorial de 9,6 milhões de quilômetros quadrados, sendo assim o maior país na Ásia e o terceiro maior país em todo o mundo, logo depois da Rússia e Canadá.

Em termos da latitude, o território da China começa nos recifes Zengmu, no sul do arquipélago Nansha, (3 graus e 58 minutos da latitude norte) e termina na linha mediana do rio Heilongjiang (53 graus e 30 minutos da latitude norte), contando com uma distância Norte-Sul de aproximadamente 5.500 quilômetros. Em termos da longitude, o extremo oeste, encontra-se no planalto do Pamir (73 graus e 40 minutos da longitude leste) e o extremo leste, na confluência dos rios Heilongjiang e Wusuli (135 graus e 5 minutos da longitude leste), com cerca de 5.200 quilômetros.

A fronteira terrestre da China tem cerca de 22,8 mil quilômetros, limitando-se com 15 países: ao leste, com a República Popular Democrática da Coréia; ao norte, com a Mongólia; ao nordeste, com a Rússia; ao noroeste, com o Cazaquistão, Quirguistão e Tadjiquistão; ao sudoeste, com o Afeganistão, Paquistão, Índia, Nepal, Sikim e Butão e ao sul, com a Birmânia, Laos e Vietnã. Além disso, através dos mares, a China ainda se limite com o Japão, Filipinas, Malásia, Indonésia e Brunei.

[Bandeira nacional]:
A bandeira nacional da República Popular da China é vermelha com cinco estrelas. A cor vermelha representa a revolução e a amarela das cinco estrelas, o brilho da luz numa terra vermelha. A estrela maior representa o Partido Comuinista da China, PCCh, e as pequenas, o povo chinês. A relação mútua entre as cinco estrelas simboliza a grande união do povo sob a direção do PCCh

[Escudo Nacional]:

O escudo nacional da República Popular da China tem no centro a tribuna de Tian'anmen sob a luz das cinco estrelas. Está ladeado por espigas e uma roda dentada. As espigas de trigo e arroz, as cinco estrelas, Tian'anmen e a roda dentada são douradas. O fundo do círculo e as fitas são de cor vermelha. Estes dois esmaltes, ouro e vermelho, são as cores tradicionais e expressam, na China, fortuna e alegria.

Tian'anmen simboliza o invencível espírito nacional do povo chinês ao combater o imperialismo e o feudalismo. A roda dentada e as espigas representam, respectivamente, a classe operária e o campesinato; as cinco estrelas indicam a grande união do povo chinês sob a direção do PCCh.

[Hino Nacional]:
     

A letra do hino nacional foi composta em 1935 pelo poeta Tian Han e a música pelo compositor Nie Er.

Seu título original foi "Marcha dos voluntários", a canção do tema principal do filme "Filhos e filhas da China", que descreve que, na década de 1930, quando os japoneses invadiram o Nordeste do país, a China atravessava por crítica situação de vida ou de morte e o povo marchava com valentia para a frente anti-japonesa.

A "Marcha dos voluntários", cheia de força e determinação, com melodia altiva e sonora, demonstra a firme decisão do povo chinês de sacrificar a vida pela libertação nacional, assim como as melhores tradições da nação: intrepidez, firmeza e unidade para resistir à invasão estrangeira. Por essas razões, em 27 de setembro de 1949, a Conferência Consultiva Política do Povo Chinês decidiu adotá-la como hino nacional da República Popular da China; em 4 de dezembro de 1982, a Assembléia Popular Nacional oficializou este hino nacional.

 

De pé

os que recusam a escravidão!

Com nossa carne e sangue, levantemos uma nova Grande Muralha

A nação chinesa enfrenta seu maior perigo,

de cada peito oprimido surge o último chamado.

De pé de pé de pé

Somos milhões de corações que batem em uníssono.

Desafiando o fogo inimigo, marchemos!

Desafiando o fogo inimigo, marchemos!

Marchemos, marchemos, avante!

 

[Capital]:
A capital chinesa é a cidade de Beijing. 

No dia 29 de setembro de 1949, executando o poder da Assembléia Popular Nacional da China, a Conferência Consultiva Política do Povo Chinês aprovou o Programa Comum da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês. No dia primeiro de outubro, o presidente chinês, Mao Zedong proclamou solenemente de cima da tribuna presidencial de Tian'anmen a República Popular da China. Desde então, como a capital da China, Beijing, juntamente com o país, abriu uma nova página da história chinesa.


 

    População

A China é o país mais populoso do mundo. Em fins de 2002, a população do país era de 1.284.530.000 habitantes sem incluir a das Regiões Administrativas Especiais de Hong Kong e Macau e a da província de Taiwan, ocupando cerca de um quinto da população mundial.

A China também é um dos países com grande densidade populacional (135 pessoas por quilômetro quadrado). Porém, a distribuição populacional do país é desequilibrada, nas regiões litorais, há mais de 400 pessoas em um quilômetro quadrado; nas regiões do centro, cerca de 200 pessoas, e nos planaltos do oeste, menos de 10 pessoas.

Atualmente, a expetativa de vida média da população chinesa é 71,40 anos(9,63 anos para os homens e 73,33 anos para as mulheres), 5 anos mais alto que a do mundo, 7 anos mais alto que a dos países e regiões em desenvolvimento, mas 5 anos mais baixo que a dos países e regiões desenvolvidos.

Em 2002, a taxa de crescimento demográfico natural da China continua descendo. Até o fim do ano, o número da população do continente chinês atingiu 1.284.530.000, entre da qual, a população urbana foi de 502,12 milhões, representando 39,1%, enquanto a população rural, 782,41 milhões, representando 60,9%. Totalmente, o país tem 661,15 milhões de homens e 623,38 milhões de mulheres. A população na faixa etária de 0 a 14 anos representa 22,4% do total; na faixa de 15 a 64 anos, 70,3%, e a população com idade superior a 65 anos atinge 93,77 milhões, representa 7,3%. Ainda em 2002, nasceram 16,47 milhões de bebês, com a taxa de nascimento de 12,86, entretanto, morreram 8,26 milhões de pessoas, com a taxa de mortalidade de 6,41.Por isso, a população aumentou 8,26 milhões de pessoas, e a taxa de crescimento demográfico natural foi de 6,45.

Mar territorial e ilhas
 

A linha costeira do continente chinês tem mais de 1.800 quilômetros de extensão, começando na desembocadura do rio Yalu da província de Liaoning no norte e termina na desembocadura do rio Beilun na Região Autônoma da Nacionalidade Zhuang do Guangxi no sul. A plana topografia na linha costeira forma numerosos portos excelentes, a maior parte dos quais nunca se congelam. O continente chinês é banhado pelos cinco mares, nomeadamente Bohai, Huanghai (Amarelo) Donghai (Oriental) e Nanhai (Meridional) e o ocêano Pacífico ao leste da ilha de Taiwan.

Mais de 5.000 ilhas com uma superfície total de 80 mil quilômetros quadrados espalham-se nas águas marítimas da China. Entre as quais, a maior é Taiwan com 35,8 mil quilômetros quadrados e a segunda maior, Hainan, com 33,9 mil quilômetros quadrados. A ilha de Diaoyu e a ilhota Chiwei situadas ao nordeste de Taiwan são as mais orientais do país. No mar de Nanhai há mais de 200 ilhas, ilhotas, recifes e bancos de areia que são chamadas "ilhas do Mar Meridional da China". Segundo as diferentes posições, elas pertencem aos arquipélagos de Dongsha, Xisha, Zhongsha e Nansha.

Relevo e Topografia

A China é um país com muitas montanhas. Regiões montanhosas, planaltos e colinas representam dois terços da superfície total. As montanhas ocupam cerca de 33%; os planaltos, 26%; as bacias, 19%; enquanto as planícies representam 12% e as colinas, 10%.

Milhões de anos atrás, o planalto Qinghai-Tibet ergueu-se devido ao movimento da crosta terrestre, formando-se nesse processo a configuração atual chinesa que se inclina do oeste para o leste com quatro patamares. O planalto Qinghai-Tibet, a uma altitude média de mais de 4.000 metros, é chamado Teto do Mundo e representa o primeiro patamar. No planalto, a altitude do monte Qomolangma (monte Evereste) dos Himalaia atingiu 8848,13 metros, sendo o mais alto do mundo. O segundo patamar é formado por três planaltos, Mongólia Interior, Loess e Yunnan-Guizhou, e por três depressões, Tarim, Jungar e Sichuan, cuja altitude média fica entre 1000 e 2000 metros. O terceiro patamar abrange a região leste demarcada pela montanha de Daxing´anling no norte e termina nas cordilheiras de Taihang, Wushan e Xuefeng no sul, cuja altitude varia entre 1000 e 500 metros. Do norte para o sul, encontram-se neste patamar as planícies do nordeste, norte e dos cursos médio e inferior do rio Yangtsé. As regiões litorâneas são o quarto patamar.

Cordilheiras

A China tem numerosas cordilheiras. As mais famosas são: Himalaia, Kunlun, Tian, Tanggula, Qinling, Daxing´anling, Taihang, Qilian e Hengduan.

A Cordilheira Himalaia se estende na fronteira entre a China, a Índia e o Nepal, cujo pico Evereste se situa a 8848,13 metros a cima do nível do mar.

A Cordilheira Kunlun começa no planalto Pamir no oeste e acaba no nordeste da província de Sichuan, cuja altitude média atinge de 5000 a 7000 metros. O seu pico mais alto é Gonggeer a 7719 metros acima do nível do mar.

A Cordilheira Tian localiza-se no centro da Região Autônoma da Nacionalidade Uigur de Xinjiang, nordeste do país, cuja altitude média varia entre 3000 e 5000 metros. O seu pico mais alto é Tuomuer, cuja altitude chega a 7719 metros.

A Cordilheira Tanggula situa-se no centro do Planalto Qinghai-Tibet, com uma altitude média de 6000 metros. O pico mais alto dela chama-se Geladandong, com uma altitude de 6621 metros, sendo os mananciais do rio Yangtzé, o maior rio chinês.

A Cordilheira Qinling começa no este da Província de Gansu e acaba no oeste da Província do Henan, cuja altitude média varia entre 2000 e 3000 metros. O seu pico principal chega a 3767 metros. Ela é uma importante linha divisória geográfica entre o norte e o sul do país.

A Cordilheira Daxing´anling se estende por 1000 quilômetros entre o rio Mo da Província de Heilongjiang, noroeste da China, e o curso superior do rio Laoha, e se situa a 1500 metros acima do nível do mar. O seu pico principal é Huanggangliang com uma altitude de 2029 metros.

A Cordilheira Taihang localiza-se em direção norte-sul na margem oeste do planalto Loess por 400 quilômetros, cuja altitude média varia entre 1500 e 2000 metros. O pico principal chama-se Xiaowutai, com 2882 metros.

A Cordilheira Qilian localiza-se na margem noroeste do planalto Qinghai-Tibet, a 4000 metros acima do nível do mar e o seu pico principal tem uma altitude de 5547 metros.

A Cordilheira Hengduan situa-se no sudeste do planalto Qinghai-Tibet. A sua altitude média varia entre 2000 e 6000 metros e o sue pico mais alto é Gongga de 7556 metros.

A Cordilheira de Taiwan localiza-se no leste da ilha de Taiwan, cuja altitude média atinge de 3000 a 3500 metros. O pico principal é Yushan com 3952 metros de altura.

Além disso, o país possui muitas montanhas famosas, tais como, Huang, Tai, Hua, Song, Heng do Norte, Heng do Sul, Emei, Lu, Wudang e Yandang.

 

Rios

A China tem mais de 1500 rios cuja superfície de bacia ultrapassa 1.000 quilômetros quadrados. E os rios se dividem em dois tipos: os exorréicos e os endorréicos. Os primeiros desembocam nos ocêanos, cujas bacias ocupam cerca de 64% da superfície territorial da China. Os rios Changjiang (Yangtsé), Amarelo, Heilongjiang, das Pérolas, Liao, Hai e Huai correm para leste e entram finalmente no ocêano Pacífico. O rio Yarlung Zangbo no Tibet corre para o leste saindo do país e desemboca no ocêano Índico. A garganta Yarlung Zangbo - a maior do mundo -, com 504,6 quilômetros de extensão e 6.009 metros de profundidade, se encontra no vale do rio do mesmo nome. O rio Ertix, na Região Autônoma da Nacionalidade Uigur de Xinjiang, corre para o norte para sair do país e desemboca para o ocêano Glacial Ártico. Os últimos, rios interiores ou endorréicos, deságuam em lagos ou desaparecem nos desertos. As bacias destes rios ocupam 36% da superfície terrestre do país. O Tarim, no sul de Xinjiang, é o maior destes rios, com 2.179 quilômetros.

O rio Changjiang (Yangtzé) é o maior rio da China e o terceiro maior do mundo, após o Nilo e o Amazonas. Mede 6.300 quilômetros tendo sua bacia 1.089.000 quilômetros quadrados. O curso superior dele corre entre as grandes montanhas e profundos vales, os seus cursos médio e inferior têm clima temperado e úmido, abundantes precipitações e férteis terras, constituindo importantes regiões agrícolas e industriais do país. O rio Changjiang também é importante via de transporte fluvial entre o oeste e o leste.

O rio Huanghe(Amarelo) é o segundo maior rio chinês. Mede 5.464 quilômetros e sua bacia tem 752.000 quilômetros quadrados. Seu vale constitue terras férteis, belas pastagens e importantes jazidas de minerais. É considerado o rio-mãe da Nação Chinesa..

O rio Heilongjiang é um grande rio do Norte da China; mede cerca de 4.350 quilômetros de comprimento, dos quais 3.101 quilômetros correm no território chinês.

O rio Zhujiang(rio das Pérolas), no sul da China, mede 2.214 quilômetros de comprimento.

Além dos rios naturais, há um artificial muito famoso, o Grande Canal Beijing-Hanzhou, que percorre de norte a sul por 1.801 quilômetros. A sua construção se iniciou no século V a. C. e contribuiu para comunicar os cinco rios, nomeadamente, Haihe, Huanghe, Huaihe, Changjiang e Qiantangjiang.

Divisão Administrativa

Segundo a Constituição chinesa, administrativamente, o país se divide nos seguintes níveis:

1º: província, região autônoma e município central;

2º: zhou autônomo, distrito, distrito autônomo e município de nível sub-regional;

3º: comarca, comarca étnica e vila.

Região, zhou e distrito autônomos sãos administradas pelas minorias étnicas.

Se for necessário, o governo central estabelece região administrativa especial.

Atualmente, entre as divisões administrativas chinesas, 34 são do primeiro escalão, abrangendo 23 províncias, 5 regiões autônomas, 4 municípios centrais e duas regiões administrativas especiais.

Divisões Administrativas a nível provincial da China

Atualmente, a China possui 34 divisões administrativas a nível provincial, inclusive, 23 províncias, 5 regiões autônomas, 4 municípios centrais e 2 regiões administrativas especiais.

4 municípios centrais são: 

Beijing, capital da China, localiza-se no noroeste da planície do Norte. Inicialmente, chamava-se Ji como a capital do Reino Yan no período dos Reinos Combatentes. Na dinastia Liao, a cidade tornou-se a capital secundária do país com o nome de Yanjing. Era o centro político nas dinastias Jin, Yuan, Ming e Qing. Agora, como município central, Beijing conta com 16 bairros e 2 distritos. A superfície total atinge 16,8 mil quilômetros quadrados. Até o fim de 2002, o número de habitantes chegou a 11,363 milhões. Além de ser o centro político, cultural, científico e educacional, assim com a central das comunicações nacionais, Beijing é mundialmente famosa ainda por seus pólos turísticos, nomeadamente a Grande Muralha, Palácio Imperial, Templo do Céu, Treze Tumbas da Dinastia Ming, Palácio do Verão, e Colina Perfumada.

 

Shanghai localiza-se na foz do rio Yangtsé, centro da costa leste da China. Antigamente, era uma aldeia pesqueira. Durante o período da Primavera e Outono, pertencia ao Reino Wu, e no período dos Reinos Combatentes, foi doada a um nobre do Reino Chu. Atualmente, Shanghai é um dos quatro municípios centrais da China, possuindo 18 bairros e 1 distrito. Tem uma superfície total de 5,8 mil quilômetros quadrados com uma população de 13,347 milhões de pessoas até o fim de 2002. Como um dos maiores metrópoles do mundo, Shanghai é centro industrial, financeiro, comercial e científico do país.
 

Tianjin, um dos municípios centrais, situa-se no nordeste do planalto do Norte, onde os cinco ramos do rio Hai desembocam para o mar. Nas dinastias Jin e Yuan, o nome dele era Zhengu, sendo um porto importante, e depois, o nome mudou-se para Haijing. No início da dinastia Ming, começou a ser chamado Tianjin. Em 1928, fundou-se a cidade de Tianjin. Atualmente, possui 15 bairros e 3 distritos e cobre uma superfície total de 11 mil quilômetros quadrados. O número de habitantes no fim de 2002 era de 9,19 milhões. Como a maior cidade industrial do planalto do Norte, Tianjin possui uma boa base industrial, contando com ricos recursos de petróleo e gás natural, até sal. Além disso, Tianjian ainda é o centro comercial e importante porto do planalto do Norte. Os principais pólos turísticos de Tianjin incluem o Jardim Ning, Palácio de Deusa, Fortaleza de Dagukou, Templo de Dule do Distrito de Jing, Grande Muralha em Huangyaguan assim como a montanha Pan.

 

Chongqing localiza-se no sudoeste do país e no curso superior do rio Yangtsé. No período da Primavera e Outono e dos Reinos Combatentes, Chongqing pertencia ao Reino Ba. Durante as dinastias Sui e Tang, era uma parte do Estado Yu. Na guerra contra a invasão japonesa, Chongqing é a capital secundária do governo do Guomindang. Em 1997, o governo central promoveu a cidade de Chongqing para o município central que abrange o distrito de Wan, cidade Fuling da província de Sichuan e a prefeitura do rio Qian. Agora, Chongqing abrange 15 bairros, 4 cidades distritais, 17 distritos e 4 distritos autônomos. A superfície total é de 82,3 mil quilômetros quadrados. Em fins do ano 2002, a sua população chegou a 31,07 milhões de pessoas. Além de ser uma cidade industrial, Chongqing ainda possui muitos sítios turísticos tais como as Três Gargantas, Montanha Pipa,


23 províncias são:
Nomes Abreviatura Capital
Hebei  Ji   Shijiazhuang
Shanxi Jin Taiyuan
Liaoning Liao Shenyang
Jilin Ji Changchun
Heilongjiang Hei Harbin
Jiangsu Su Nanjing
Zhejiang Zhe Hangzhou
Anhui Wan Hefei
Fujian Min Fuzhou
Jiangxi Gan Nanchang
Shangdong Lu Jinan
Henan Yu Zhengzhou
Hubei E Wuhan
Hunan Xiang Changsha
Guangdong Yue Guangzhou
Hainan Qiong Haikou
Sichuan Chuan ou Shu Chengdu
Guizhou Qian ou Gui Guiyang
Yunnan Dian ou Yun Kunming
Shaanxi Shan ou Qin Xi'an
Gansu Gan ou Long Lanzhou
Qinghai Qing Xining
Taiwan Tai Taibei
     
     

5 regiões autônomas:
Nomes Sigla Capital
Região Autônoma da Mongólia Interior Mongólia Interior Hohhot
Região Autônoma do Tibet Tibet Lhaça
Região Autônoma da Nacionalidade de Guangxi Gui Nanning
Região Autônoma da Nacionalidade Hui de Ningxia Ning Yinchuan
Região Autônoma da Nacionalidade Uigur de Xinjiang Xinjiang Urumqi

2 regiões administrativas especiais
Regiões especiais Dados gerais
Hong Kong

No dia primeiro de julho de 1997, a China recuperou o exercício da soberania sobre Hong Kong e fundou a Região Administrativa Especial de Hong Kong. Banhada pelo mar meridional, Hong Kong situa-se à margem leste da foz do rio das Pérolas e inclui a ilha de Hong Kong, a península Kowloon, Novos Territórios e várias outras ilhas pussindo uma área total de 1.098,51 quilômetros quadrados. Até o fim de 2002, a população de Hong Kong foi de 68,158 milhões de pessoas.

Macau

No dia 20 de dezembro de 1999, o governo chinês recuperou o exercício da soberania sobre Macau e fundou a Região Administrativa Especial de Macau. Macau localiza-se numa península à foz do rio das Pérolas, possuindo as ilhas de Taipa e Coluane, com uma superfície total de 25,8 quilômetros quadrados. Até ao fim do ano de 2002, a população da região chegou a 442 mil pessoas.

Recursos terrenos

Os recursos da terra aproveitáveis são abundantes e variáveis. A superfície de terra cultivada é estimada em 951 mil quilômetros quadrados, representando cerca de 10% do território nacional, e se encontra nas planícies situadas no nordeste, norte, nos cursos médio e inferior do Rio Yangtsé, na depressão de Sichuan e no delta do Rio Pérola. A agricultura nestas regiões é bem desenvolvida, produzindo trigo, milho, arroz e outros produtos econômicos. A superfície florestal nestas regiões é estimada em 1 milhão e 246 mil e 500 quilômetros quadrados, representando 13% da total do país e encontra-se: (1) nas montanhas de Daxinanlin, Xiaoxinalin e Changbai, a maior floresta natural, formada principalmente por pinheiros da Coréia ( Pinus Koraiensis), lariço e vários tipos de árvores de folhas largas; (2) na região da cordilheira Hengduan na fronteira de Yunnan e Tibet, a segunda maior floresta natural, tendo a picea e o abeto como principais espécies de árvores; (3) na Ilha de Hainan e na região de Xishuangbanna, florestas tropicais raramente existentes em outros lugares do país. A superfície das pradarias da China ocupa 4 milhões de quilômetros quadrados, sendo 41,6% do território nacional, espalhada principalmente no Planalto da Mongólia, Planalto Loess, no sul e no norte da Montanha Tianshan e no Planalto Qinghai-Tibet, de modo a ser bases de pecuária, produção de carne, leite e couro. A superfície total dos lagos é de 675 mil quilômetros quadrados, sendo boas zonas de piscicultura, camarões e outros produtos aquáticos. O volume fluvial total ao ano na China é de cerca de 6 trilhões metros cúbicos, enquanto o volume total de água dos rios é estimado em 270 milhões de metros cúbicos. O volume total de recursos hídricos chega a 280 milhões metros cúbicos, ficando em 6o lugar no mundo depois do Brasil, Rússia, Canadá, EUA e Indonésia. A força cinética dos rios é estimada em 676 milhões de kw. A capacidade instalada de hidroelétricas aproveitáveis é de 378 milhões de kw, ficando em primeiro lugar no mundo. Porém, a distribuição de recursos da água é desequilibrada, sendo abundantes no sul e no leste e poucos no norte e no oeste do país.

 

Recursos minerais

Os recursos minerais da China são abundantes e variadas e o volume verificado ocupa 12% da totalidade global, o que coloca o país no terceiro lugar do mundo. Atualmente, a China tem localizado 171 minérios, 158 dos quais com volume verificado(10 minérios enérgicos, 5 metais ferrosos,41 metais não ferrosos, 8 metais preciosos e 91 minérios não metais). Em relação ao volume de reserva de 45 dos principais minérios, o país fica em terceiro lugar, de maneira que a China é um dos países com ricas reservas minerais. As reservas de tungstênio, antimônio, titânio, vanádio, zinco, metais não ferrosos, magnetita, ferro sulfuroso, fluoreto, espato pesado, gesso e grafite ficam no primeiro lugar do mundo, enquanto as jazidas de estanho, mercúrio, asbesto, talco, carvão e molibdênio encontram-se em segundo ou terceiro lugares, respectivamente. As reservas de níquel, chumbo, ferro, manganês e platina ocupam o quarto lugar do globo. 

Os principais minérios incluem:

Carvão: a reserva de carvão da China fica no primeiro lugar do mundo. O volume de reservas descobertas atinge mil bilhões de toneladas. O carvão distribui-se principalmente no norte e noroestes do país, especialmente, nas províncias do Shanxi e Shaanxi e a Região Autônoma da Mongólia Interior.

Petróleo e gás: distribuem-se principalmente no noroeste, norte e nordeste, também na plataforma continental do sudeste. Até o fim de 1998, a China já descobriu 509 campos petrolíferos e 163 campos de gás natural, cujos volumes de reservas são respetivamente 19,9 bilhões de toneladas e 19,5 mil bilhões de metros cúbicos.

Metais:

Metais ferrosos: as reservas localizadas incluem ferro, monganés, vanádio, titânio, etc. Entre eles, a reserva de ferro chega a 50 bilhões de toneladas, distribuindo-se principalmente nas províncias de Liaoning, Hebei, Shanxi e Sichuan.

Metais não ferrosos: a China tem todos os metais descobertos no mundo. Entre eles, a reserva das terras raras ocupa cerca de 80% da do mundo, e o antimônio, 40% da totalidade mundial.

 

Energias eólica, solar e hidroelétrica

No grande território chinês existem numerosos rios e ricos recursos energéticos hídricos. Segundo estatísticas, a energia hídrica latente é estimada em 680 milhões de quilovates, e a capacidade instalada hidrelétrica aproveitável é de 378 milhões de quilovates, ficando em primeiro lugar no mundo.

A China possui 3,23 bilhões de quilovates de energia eólica com a potencialidade aproveitável de 253 milhões de quilovates na terra e de 750 milhões de quilovates nas regiões litorâneas. As zonas ricas em energia eólica da China concentram-se nas pradarias e nos gobis de deserto no noroeste, norte e do leste, também no litoral e as ilhas do leste e sudeste. Até o fim de 1998, a China possui cerca de 20 centrais eólicas, com a capacidade instalada de 223,6 mil quilovates. Atualmente, a Central Eólica de Daban de Xinjiang é a maior da Ásia, tendo 111 grupos de geradores, com a capacidade de 57,5 mil quilovates. Até agora, a capacidade instalada da energia eólica da China ocupa apenas 1,4do recurso aproveitável, tendo grandes perspectivas para o desenvolvimento

Flora

A China é um dos países mais ricos em recursos vegetais e conta com mais de 30 mil espécies de plantas, ficando no terceiro lugar do mundo, apenas atrás da Malásia e do Brasil. Entre elas, as briófitas possuem 106 ramos, representando 70% da totalidade do mundo; as pteridófitas possuem 52 ramos, 2600 espécies, representando respetivamente 80% e 26% do mundo; as plantas lenhosas têm 8000 espécies, inclusive 2000 espécie de árvores. Em todo o mundo, a gimnosperma possui 12 ramos, 71 gêneros e 750 espécies, e a China conta com 11 ramos, 34 gêneros e mais de 240 espécies. Além disso, as espécies de conífera da China representam 37,8% da totalidade do mundo, e os ramos de angioesperma, 54% do total do mundo.

Na China existem quase todas as plantas principais das regiões frias, temperadas e tropicais do hemisfério Norte. A Metasequoia glyptostroboides, a Glyptostrobus ambilispensilis, a Cathaya argyrophyla, a Cunninghamia lanceolata, a Pseudolarix amabilis, o Pinus taiwanensis, a Fokienia hodginssi, a Davidia involucrata, a Eucommia ulmoides, a Gingko bilova e a Camptotheca acuminata são originárias do país. A Metasequoia glyptostroboides é uma árvore alta que se encontra na lista mundial de plantas antigas, raras, e famosas. A Pseudolarix amabilis cresce nas regiões montanhosas do vale do Rio Changjiang; suas folhas, como moedas de cobre, em ramos curtos, são muito verdes na primavera e verão e amarelas no outono; é uma das cinco espécies de árvores preciosas dos jardins do mundo. Existem na China mais de 2 mil espécies de vegetais comestíveis, mais de 3 mil espécies de uso medicinal que são matérias farmacológicas muito procuradas. O ginseng (Panax ginseng) das montanhas de Changbai, o açafrão (Chartamus tinctorius) tibetano, o ocambrono de Ningxia (Lycium chinense), o sanqi (pseudo ginseng) de Yunnan e de Guizhou. A galharda, formosa e a multiforme peônia, chamada de "rainha das flores", é original da China e seu qualificativo é de "cor nacional e aroma do céu). As "três famosas flores", azalea, Primula malacóiides e Gentiana scabra, crescem principalmente na região sul do Ocidente e, durante o período de florescimento, a paisagem adornada com estas flores encanta a todos.

Fauna

A China é um dos países com grande quantidade de animais silvestres. Tem mais de 6.266 espécies de vertebrados, ou seja, cerca de 10% da totalidade global. Entre elas, cerca de 500 espécies de animais, 1.258 espécies de aves, cerca de 376 espécies de répteis, 284 espécies de anfíbios e 3862 espécies de peixes. Além disso, a China ainda possui 150 mil espécies de insetos.

Entre os numerosos animais silvestres, estão as especialidade do país, como por exemplo o panda, o macaco de pelo dourado (Rhinopithecus), o tigre do sul da China, o golfinho branco fluvial (Lipotes vexillifer), o jacaré chinês (Alligator sinensis) e o grou de crista vermelha (Grous japonensis). Tratam-se de animais preciosos, raros e famosos em todo o mundo.

 

Sistema político

 

A República Popular da China é um país socialista, dirigida pela classe operária, com a ditadura democrática popular com base na aliança de operários e camponeses. O sistema socialista é o sistema fundamental da República Popular da China.

Constituição

A Constituição é a lei básica de um país. A Constituição estipula normalmente o sistema social de um país, os princípios fundamentais do sistema nacional e dos órgãos nacionais e suas atividades, os direitos e deveres básicos de cidadãos, além de sua bandeira nacional, hino nacional, emblema nacional e a capital, bem como, outros importantes sistemas. A Constituição conta com a máxima eficácia legislativa, considerada como o fundamento para elaborar outras leis. Todas as leis e regulamentos não contradizem à Constituição.

O "Programa Comum da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês" promulgado na véspera da fundação da República Popular da China é o programa da frente única da democracia popular da China, além de desempenhar o papel como a constituição provisória. O Programa Comum foi aprovado pela primeira Sessão Plenária da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês e promulgado no dia 29 de setembro de 1949. Antes da promulgação da Constituição da República Popular da China em 1954, o programa desempenhava o papel como a constituição provisória.

Após a fundação da República Popular da China no dia primeiro de outubro de 1949, o país elaborou e promulgou quatro versões da Constituição da República Popular da China, respetivamente em 1954, 1975, 1978 e 1982.

A quarta versão da Constituição da China, ou seja, a Constituição atual, foi aprovada e promulgada no dia 4 de dezembro de 1982, pela 5ª conferência da 5ª Assembléia Popular Nacional da China. A Constituição continuou e desenvolveu os princípios básicos da versão anterior aprovada em 1954, resumindo as experiências do desenvolvimento socialista da China e absorvendo as experiências estrangeiras. Isso é a lei básica com as caraterísticas chinesas que se adapta às exigências da construção moderna do socialismo da China. A Constituição determina definitivamente o sistema político e econômico, os direitos e deveres de cidadãos, as funções de órgãos nacionais, as principais tarefas futuras da República Popular da China. Suas caraterísticas fundamentais são as seguintes: estipula o sistema e as tarefas básicas da China, determina os quatro princípios fundamentais e o princípio da reforma e abertura. A Constituição estipula que todas as nações chinesas e todas as organizações devem tomar a Constituição como o critério básico de atividades. Além disso, todas as organizações e todos os indivíduos não podem exceder os privilégios da Constituição e Lei.

A Constituição tem 5 partes, tais como, prólogo, programa geral, direitos e deveres básicos de cidadãos, órgãos nacionais, bandeira nacional, emblema nacional e capital, com 4 capítulos e 138 cláusulas. Desde sua promulgação, a China fez quatro revisões sobre a Constituição para aperfeiçoá-la.

Sistema da Assembléia Popular

Sendo o regime político da China, o sistema da Assembléia Popular é tanto o sistema político básico da China como o tipo de organização do poder político supremo da ditadura democrática popular. A Assembléia Popular Nacional é determinada pela Constituição chinesa como o órgão do poder nacional supremo. Todos os cidadãos superiores a 18 anos têm o direito para eleger e ser eleito o representante da Assembléia Popular Nacional. Na China, entre as assembléias populares de diversos níveis, os representantes da assembléia popular do nível de aldeia e distrito são eleitos diretamente. Os representantes com os níveis mais altos são eleitos indiretamente. A Assembléia Popular Nacional é composta por representantes eleitos em todas as províncias, regiões autônomas, municípios e no exército. As assembléias populares de todos os níveis têm o mandato de 5 anos e realizam anualmente uma sessão plenária.

Na sessão plenária realizada anualmente, os representantes escutam o informe de trabalho do governo e outros importantes relatórios. Os representantes fazem as deliberações sobre esses relatórios, além de aprovar as resoluções concernentes. No período de encerramento da sessão, o Comitê Permanente da Assembléia Popular aplica suas funções, inclusive expor a Constituição, acompanhar e supervisionar a aplicação, elaboração e revisão da Constituição.

As funções básicas da Assembléia Popular Nacional da China incluem os direitos de legislação, supervisão, decisão sobre os importantes assuntos. Na China, a elaboração do programa da economia nacional e do desenvolvimento social em certo tempo já se tornou a importante decisão para promover o desenvolvimento da sociedade chinesa. Mas, com a aprovação da Assembléia Popular Nacional, os programas terão a eficiência legislativa.

Segundo as leis chinesas, cabe à Assembléia Popular Nacional a eleger os principais líderes chineses, tais como, o presidente do país, o presidente do Comitê Permanente da Assembléia Popular Nacional e outros cargos. O primeiro-ministro do Conselho de Estado, os postulantes dos ministros devem ser nomeados pela Assembléia Popular Nacional. A Assembléia Popular Nacional tem o direito de demitir o presidente do Comitê Permanente da Assembléia Popular Nacional, o presidente do país, o primeiro-ministro do Conselho de Estado e outros líderes.

Sistema de cooperação multipartidária e consulta política

O sistema de cooperação multipartidária e consulta política, dirigido pelo Partido Comunista da China é um sistema político fundamental da China. A união e a democracia constituem os dois temas mais importantes.

A Comissão Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês é composta por representantes do Partido Comunista da China, partidos democrátas, personalidades não partidários, entidades populares, todas as minorias nacionais e todos círculos sociais, e compatriotas das Regiões Administrativas Especiais de Hong Kong e Macau, Taiwan e chineses regressados do exterior com mandato de cinco anos.

A China é um país multipartidário. Além do partido no poder, o Partido Comunista da China, o país conta com oito partidos que existem antes da fundação da República Popular da China. Os partidos apoiam a direção do Partido Comunista da China. A cooperação em longo prazo e na luta comum com o Partido Comunista da China constitui a sua escolha histórica. O Partido Comunista da China e os oito partidos devem tomar a Constituição como o critério das atividades básicas. Todos os partidos são independentes, gozando na liberdade política, independência de organização e igualdade da posição legislativa do âmbito estipulado pela Constituição. O princípio básico da cooperação entre o Partido Comunista da China e os oito partidos é coexistência por longo prazo, supervisionar mutuamente, tratar-se mutuamente com toda a sinceridade, e compartilhar felicidades e infortúnios.

Os oito partidos democratas da China não são partido no poder, nem partido oposicionista, mas sim partido que participa nos assuntos políticos. As funções básicas dos partidos democratas incluem: participar na consulta sobre os principais princípios e candidatos de líderes do país, na administração dos assuntos estatais, na estipulação do princípio, política, lei e regulamento do país.

Ao adotar as importantes medidas ou tomar decisões sobre os importantes problemas, o Partido Comunista da China faz a consulta, em primeiro lugar, com os partidos democratas e personalidades sem partido, escutando as opiniões e sugestões e fazendo a decisão. A Conferência Consultiva Política do Povo Chinês desempenha plenamente o papel dos partidos democratas e personalidades sem partidos.

As principais funções da cooperação multipartidária e consulta política incluem: Primeiro, a Conferência Consultiva Política, onde é o importante local de participação e discussão nos assuntos políticos para todos os partidos, todas delegações populares e todos os representantes em diversos círculos. Segundo, o Comitê Central do PCCh realiza palestras para comunicar as importantes decisões. Terceiro, os representantes da assembléia popular de diversos níveis participam nos assuntos políticos e desempenham o papel de supervisão. Quarto, selecionar alguns membros dos partidos democratas para assumir cargos de dirigentes do Conselho de Estado e governos locais superior a distrito. Quinto, eleger os membros dos partidos democratas correspondentes às condições para assumir cargos de dirigentes de órgão de procuradoria e julgamento.

 

Partido Comunista da China

 O Partido Comunista da China é uma pioneiro vanguarda da classe operária e do povo chinês e da nação chinesa. Sendo o núcleo dirigente da causa socialista de tipo chinês, o Partido Comunista da China atende às demandas do desenvolvimento da produtividade avançada, à orientação do avanço da cultura avançada e dos interesses fundamentais do povo.

O elevado ideal e o objetivo final do Partido Comunista da China é a realização do comunismo. Os Estatutos do Partido determinam: O Partido Comunista da China toma o marxismo, leninismo, pensamento de Mao Tsedong,  teoria de Deng Xiaoping e o importante pensamento de "tríplice representatividade" como guia de acções.

O Partido Comunista da China foi fundado em Julho de 1921. Entre 1921 e 1949, o Partido Comunista da China dirigiu o povo chinês nas árduas lutas, tendo derrubado o imperialismo, o feudalismo e o capitalismo burocrático e fundado a República Popular da China em 1949. Depois da fundação da Nova China, o Partido Comunista da China têm dirigido o povo das diversas nacionalidades para salvaguardar a independência e a segurança nacional, conseguindo transformar com sucesso a sociedade de nova democracia para sociedade socialista e dedicando-se de forma planejada e de grande envergadura à construção socialista, obtendo enormes desenvolvimentos das causas econômica e cultural sem precedentes na história.

Depois do sucesso da transformação do sistema de meios de produção particular para sistema socialista em 1956, por falta de experiências, o Partido Comunista da China cometeu alguns erros, tais como sérios erros de caracter parcial e de longo tempo causados pela "Grande Revolução Cultural" ocorrida entre 1966 e 1976.

Com o fim da "Grande Revolução Cultural" em Outubro de 1976, a China entrou numa nova etapa histórica de desenvolvimento. A realização da terceira sessão plenária do 11º Comitê Central do Partido Comunista da China, a China marcou a grande virada de profundo significado desde a sua fundação em 1949. A partir de 1979, O Partido Comunista da China tem aplicado a política de reforma e abertura ao exterior proposta por ex-líder Deng Xiaoping. Desde então, a China tem obtido notáveis êxitos no desenvolvimento sócio econômico mundialmente reconhecidos. A fisionomia do país mudou enormemente e o país encontra-se no período da melhor situação que o povo goza de melhores vantagens desde a fundação da Nova China.

O Partido Comunista da China desenvolve de forma activa suas relações com o exterior e esforça-se pela obtenção de um ambiente internacional favorável à reforma e abertura e à modernização do país. Nos assuntos internacionais, o Partido Comunista da China persiste na promoção de uma política diplomática de autonomia e de paz para salvaguardar a independência e a soberania nacional da China, lutar contra o hegemonismo e a política de força, salvaguardar a paz mundial e impulsionar o progresso humano e desenvolver as relações com os diversos países do mundo na base de respeito mutuo à soberania nacional e à integridade territorial e de cinco princípios de coexistência de não agressão mutua, não intervenção nos assuntos internos um no outro, igualdade e benefício recíproco e de coexistência pacífica. O Partido Comunista da China estabelece e desenvolve as boas relações com os partidos de diversos países com base nos quatro princípios de autonomia, igualdade, respeito mutuo e de não intervenção nos assuntos internos um a outro. Até agora, o Partido Comunista da China está mantendo boas relações com mais de 300 partidos de mais de 120 países do mundo.

O Partido Comunista da China é uma organização formada com seu próprio programa e estatutos e o princípio de democracia centralizada. Segundo os Estatutos do Partido Comunista da China, os operários, camponeses, militares, intelectuais e elementos avançados de outras camadas sociais acima de 18 anos de idade que reconheça o Programa e os Estatutos do Partido, participe e trabalhe numa organização do partido, cumpra as resoluções do partido e pague mensalidade a tempo, pode pedir o ingresso no Partido Comunista da China.

As organizações centrais do Partido Comunista da China são: Congresso Nacional, Comitê Central, Birô Político do Comitê Central, Birô Político Permanente do Comitê Central, Secretariado do Comitê Central, Comissão Militar e Comissão de Supervisão Disciplinar do Comitê Central. O Congresso Nacional do Partido realiza-se a cada cinco anos. Durante o encerramento do Congresso Nacional, o Comitê Central é o órgão dirigente supremo do Partido Comunista da China.

O Partido Comunista da China conta agora cerca de 700 milhões de membros. O atual secretário-geral do Comitê Central do Partido Comunista da China é Xi Jinping.

Sobre a economia chinesa

 

Desde a fundação da nova China em 1949, a economia chinesa vem se desenvolvendo relativamente rápido. Especialmente desde 1978, ano em que começou a reforma e abertura na China, a economia chinesa vem mantendo um ritmo de crescimento de 9% ao ano. Em 2003, o PIB da China atingiu US$ 1,4 trilhãos, ficando assim no sexto lutar do mundo, depois dos EUA, Japão, Alemanha, Inglaterra e França. Até fins de 2003, o PIB per cápita da China ultrapassou a casa de 1000 dólares.

Agora, a China encontra-se numa boa fase tanto de investimento como de consume interno. Em 2003, o investimento no capital fixo da China atingiu RMB$ 5,5 trilhões, enquanto o valor global de vendas a varejo atingiu RMB$ 4,6 trilhões, o valor total de comércio com o exterior, US$ 850 bilhões, superando o da Inglaterra e a França e ocupando o 4 lugar do mundo apenas depois dos EUA, Alemanha e Japão. Até fins de 2003, a reserva de divisas da China ultrapassou US$ 400 bilhões, ficando no 2 lugar do mundo, depois do Japão.

Depois de 20 anos da reforma e da construção de modernização, a China passou de sua economia planificada para uma economia de mercado socialista, tendo melhorado o sistema econômico. Paralelamente a isso, a área jurídica também vem sendo aperfeiçoada com maior abertura, com o que o ambiente para o investimento melhorou também, o sistema financeiro está numa fase de reforma constante. Tudo isso oferece fundamentos para maior desenvolvimento econômico da China.

Depois de entrar no novo século, temos formulado a concepção de desenvolvimento harmonioso entre diversas áreas, tais como entre homem e natureza, homem e sociedade, zonas urbanas e rurais, entre oeste e leste e entre a economia e a sociedade. Em 2002, o 16º congresso do Partido Comunista da China tem formulado a meta de construir a sociedade modestamente confortável em todas as áreas até o ano 2020.

 

Estratégia de desenvolvimento

 

Em Outubro de 1987, o 13º Congresso do Comitê Central do Partido Comunista da China formulou sua estratégia de desenvolvimento da modernização chinesa dividida em três fases, com as seguintes metas:

Primeiro: de 1981 a 1990, duplicar o PIB da China, a fim de resolver as questões fundamentais de sua população do povo, alimentação e roupa; segundo, de 1991 a 2000, duplicar o PIB com base nos resultados de 1991, a fim de se alcançar um padrão de vida modestamente confortavel; terceiro, no século 21, o PIB da China atingir o patamar dos países medianamente desenvolvidos. Em Setembro de 1997, o 15º Congresso do Comitê Central do Partido Comunista da China detalhou o objetivo, isto é, colocar a China entre os primeiros dez países do novo século, duplicar o PIB com base nos resultados econômicos de 2000, elevar a qualidade de vida do povo, aperfeiçoar a estrutura da economia de mercado socialista com características chinesa; na segunda década do século 21, elevar a economia nacional por intermédio do desenvolvimento, aperfeiçoar todos os  sistemas e, até 2050, concretizar fundamentalmente sua modernização, tornando-se um país socialista poderoso, democrático e civilizado

Políticas diplomáticas da China

A China aplica firmemente a política diplomática pacífica independente e autodeterminada. O objetivo básico desta política é salvaguardar a independência, soberania e a integridade territorial da China, criar um bom ambiente para a reforma e abertura ao exterior do país, salvaguardar a paz mundial, e impulsionar o desenvolvimento conjunto.

Seus principais conteúdos incluem:

  • Aplicar sempre o princípio de independência e autodeterminação, não se aliar a qualquer potência ou grupo de países, não estabelecer acordos militares, não participar de corridas armamentistas e não almejar ou realizar uma expansão militar.
  • Se opor ao hegemonismo, salvaguardar a paz do mundo, insistir em que todos os países são iguais na comunidade internacional, quer grandes ou pequenos, quer fortes ou débeis, quer ricos ou pobres e que os países devem resolver pacificamente as divergências e conflitos através das negociações e não devem interferir os assuntos internos de outros sob qualquer pretexto.
  • Impulsionar o estabelecimento da nova ordem política e econômica internacional justa e razoável. Os cinco princípios de coexistência pacífica e outras normas reconhecidas pela comunidade internacional devem ser a base desta nova ordem.
  • Desejar desenvolver relações amistosas com todos os países, com base nos cinco princípios de coexistência pacífica do respeito mútuo pela soberania e pela integridade territorial, não agressão mútua, não interferência nos assuntos internos de outros países, igualdade e benefício recíproco, e coexistência pacífica.
  • Aplicar a política de abertura total ao exterior. Desejar desenvolver intercâmbios comerciais, cooperações econômicas e tecnológicas, e intercâmbios científicos e culturais com todos os países e regiões, com base na igualdade e benefício recíproco.
  • Participar ativamente as atividades diplomáticas multilaterais. Ser um força firme da salvaguarda da paz mundial e da estabilidade regional.

Depois de mais de meio século da fundação da Nova China, a diplomacia chinesa se tornou cada vez mais aperfeiçoada e possui suas próprias características. A multipolorização política e a globalização econômica continuarão se desenvolvendo e as relações internacionais estão passando por uma fase de profundo reajustamento. A paz, cooperação e desenvolvimento são os maiores anseios da humanidade. A China vai insistir em sua política diplomática pacifista, independente e autodeterminada, a fim de criar um bom ambiente internacional para a construção da modernização socialista e de contribuir para a paz e estabilidade mundial.

 

 

 

 

 

 

 


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