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  China promoverá um novo tipo de urbanização
 
  ( 2014/11/04 )
 
 

Em março deste ano, o Conselho de Estado da China publicou um plano para um novo tipo de urbanização para 2020. A urbanização no sentido tradicional procurava apenas concentrar a população rural formando assim uma zona com alta concentração de moradores. O novo tipo de urbanização destaca a modernização integral nos aspetos de produção, vida cotidiana e espaço de interação entre os moradores. No dia 5 de novembro, o diretor do departamento de planejamento e desenvolvimento da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China, Xu Lin, apresentou o andamento da urbanização do país. Segundo ele, o núcleo da urbanização é transferir a população rural às cidades e criar também novo espaço para uma vida melhor. O plano publicado em março elaborou uma meta detalhada, que é promover uma urbanização que beneficie 300 milhões de pessoas.

"O chamado projeto três unidades de cem milhões de pessoas exige que até 2020 cem milhões de pessoas poderão ter condições e estarem dispostas para se mudar à zona urbana, cem milhões poderão ser beneficiadas com os projetos de reconstrução de casas degradadas e cem milhões de pessoas na região central e oeste poderão realizar a urbanização através do desenvolvimento local".

O objetivo desse novo tipo de urbanização é que mais e mais pessoas possam viver na cidade, aproveitando melhor as condições públicas e os melhores acessos à educação e saúde.

Na China, há mais de 269 milhões de trabalhadores migrantes provenientes das zonas rurais. Garantir que os trabalhadores migrantes qualificados recebam identidade como cidadão urbano e que os que trabalham na cidade, mas que não são bem qualificados, possam permanecer e receber de forma igual, como os demais cidadãos, os benefícios dos serviços públicos, é um aspecto extremamente importante da urbanização. Mas tudo isso precisa de dinheiro. Xu Lin disse que a pressão financeira do governo local deve ser aliviada através de um sistema de partilha.

"Esse não é um investimento de uma vez só, é um processo dividido em diversos passos. O governo local não é quem paga tudo. Segundo o plano para um novo tipo de urbanização, o custo deve ser compartilhado por diversas partes, incluindo o governo central, o governo provincial, municipal, empresa e indivíduos."

Há opiniões que consideram que a integração das cidades de Beijing, Tianjin e Hebei não passa de um mecanismo para evacuar pessoas de Beijing para Tianjin e Hebei. Em relação a essa afirmação, Xu Lin explicou:

"A mudança de população é influenciada pela distribuição de espaço econômico, e não por medidas forçadas tomadas pelo governo. A mudança de pessoal segue as oportunidades. Se Hebei ou Tianjin tiver mais oportunidades de emprego, acredito que mais e mais pessoas vão preferir ficar em Hebei e Tianjin, mas não Beijing."

 
 


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